4 de Julho de 2011
Até já?
Decidi fazer uma pausa, após mais de 2 anos. Não sei se essa pausa será curta ou para sempre. Nestes dois anos a minha maneira de pensar mudou e também comecei a gerir melhor (+ eficiente) o meu tempo e estou a abdicar de certas coisas para poder realizar outras. Concluí que desabafar no blog é pouco eficiente e que, se necessário, é preferível agir concretamente.
Não sei por quanto tempo mais irei manter o blog online. Portanto se quiserem continuar a acompanhar-me visitem o meu site ou a minha página no facebook. Obrigado.
1 de Março de 2011
Aquilo que comemos
“Diz-me o que comes, dir-te-ei a saúde que tens.” A comer no Pingo Doce não deve ser assim lá muito boa. Há uns tempos, comprei lá um croissant e quando olhei para a composição até ia ficando azul! Ora vejam:
Croissant:
Farinha de trigo, agente de tratamento de farinha, ácido ascórbico, enzimas, açúcar, lactose, emulsionantes: E472, E481, E471, E322, regulador de acidez: E170, corantes: E102, E110, E160a, aroma de síntese, enzimas, óleo e gordura vegetal parcialmente hidrogenadas, água, sal, lecitina de soja, regulador de acidez: E330, conservante: E202, aromatizantes, manteiga (80%), contém cereais com glutén, nata pasteurizada, fermentos, ovo, leite, soja.
Não recongelar. Descongelado na data de embalamento.
«Tudo aqui é bem melhor; Tem de tudo e mais fresquinho; Tudo aqui tem mais sabor.»
Chiça, tem mais sabor a quê? A químicos? Nem me atrevo a pensar/provar. Só tenho pena não ter visto a composição antes de comprar esta… mistela em forma de croissant.
Este é um produto “fresco”, de curta validade (três dias) e mesmo assim puseram-lhe conservantes. Cada unidade de 80gr, contém 10 E’s! Mais do que certas pastilhas elásticas. E o que mais me chocou: porque que raio é precisa um croissant ter corantes, aromas, aromatizantes? E em termos de gordura, também é assustador: manteiga (80%), para além de natas, óleo, gordura vegetal parcialmente hidrogenada, a pior de todas segundo os nutricionistas. Cá para mim, se espremer o croissant com jeitinho ainda dá para acender lamparinas quando a luz faltar.
Mas podem dizer: ah, mas isso é porque é um doce. Não comas doces que fazem mal. O pão é a base da alimentação, logo é suposto ser simples e saudável. De qualquer das maneiras, pão é pão, não podem adicionar à receita muito mais, ou podem? Vejamos:
Pão d’Avó:
Farinha de trigo, água, farinha de trigo T80, massa mãe, sal, farinha de trigo, emulsionantes: E170, E322, E472, E471, agente de tratamento da farinha: E300, enzimas, levedura. Contém cereais com glúten.
Que raio de avó foram eles desencantar? Validade: 1 dia. Composição: 5 E’s.
E o fiambre?!
Fiambre da pá Pingo Doce:
Pá suíno, água, proteínas de leite, sal, dextrose, gelitificantes (E407, E410, E415), lactose, estabilizantes (difosfato e trifosfato de sódio), antioxidantes (aritorbato e citrato de sódio), aromas, conservantes (E250, E252) e emoglobina.
Emoglobina?! E linfa não? Isto é alguma transfusão de sangue? Aromas?! Só se for aroma a fiambre, de forma a que todos estes os químicos juntos saibam a fiambre no final! Imaginem que comem um “pão da avó” + fatia de “fiambre” = 10 E’s. Ou melhor: croissant + fiambre = 20 E’s!!
«Venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro» dizem eles. Para a próxima metam no refrão: a comer esta merda, «de Janeiro a Janeiro», só pode dar caganeira.
14 de Fevereiro de 2011
O que é preciso saber para ser um estudante excelente
A universidade é muito diferente do secundário. Por exemplo, a matéria a perceber é muito mais complexa e os professores são mais exigentes. Os métodos usuais de estudo tornam-se ineficientes e obsoletos: consomem demasiado tempo e energia.
O objectivo de qualquer estudante deve ser conjugar:
Vida social + Sucesso académico + Actividades extra-curriculares
Para tal...
- É necessário ter controlo sobre o nosso modo de vida. As sessões de trabalho intenso devem ser distribuídas pelo tempo para haver momentos para recarregar. Para isso é necessária gestão de tempo.
- É necessário combater o desejo de procrastinar, para que a calendarização seja cumprida. Para isso é necessária auto-motivação.
- É necessário escolher bem os locais, altura do dia e duração do estudo.
Os estudantes universitários queixam-se que não têm tempo suficiente para acabar os seus trabalhos, muito menos para dedicar a outras tarefas extra-curriculares. Muitos entram num estado de permanente atraso-recuperação (catch-up). O tempo evapora-se e parece não haver horas suficientes num dia para acompanhar todos os estudos e acabar todos os trabalhos. Isso é falso.
Aconselho a todos os estudantes que estão na universidade ou vão estar a leitura do artigo "O que é preciso para ser um estudante excelente". Se não tens tempo para nada, se fazes noitadas e os teus resultados não são os melhores então este artigo pode ajudar-te.
1 de Fevereiro de 2011
É lamentável…
1) EPAL ignora medidas do Governo e aumenta salários
Esta empresa está endividada, pede ajuda ao governo e agora vai aumentar salários? Mas andam a gozar com a cara das pessoas?
2) Transtejo e Soflusa falida
Em tantos anos ninguém reparou na dívida que vinha sendo acumulada? E esses gestores não fizeram nada? E o governo não supervisiona? Anda tudo a dormir e a serem pagos por dormir?
3) Sócrates lamenta novas excepções aos cortes nos Açores
Nos Açores mesma coisa?! Mas os sacrifícios não são para todos? Sócrates “lamenta” mas “respeita”? O quê?! Mas a única coisa que o Governo faz é lamentar-se? Então e agir? Já com a PT e a distribuição de rendimentos pelos accionistas também lamentou muito e fez pouco. Se os Açores são tão autónomos porque precisam de transferências monetárias? Se não precisam de fazer cortes nos ordenados é porque andam a viver bem. Melhor para eles, não precisam de ajuda. Se fosse na Madeira aposto que o Governo não reagia desta forma apática.
4) PM espera por inquérito para tomar posição sobre problemas "lamentáveis" nas eleições
Será que o PM só sabe dizer que tudo o que se passa neste país é “lamentável”? Lamentável é a sua contribuição para o país! E que tal trabalhar um bocadinho para evitar que mais episódios lamentáveis voltem a acontecer? Pode ser que assim Portugal se “lamente” menos dos políticos que tem.
Dizem que isto é uma democracia. Alguém me explica o que devo fazer para acabar com estas situações? Não me digam para esperar pelas próximas eleições. Até lá Portugal dá o berro.
Fontes:
http://aeiou.expresso.pt/epal-ignora-medidas-do-governo-e-aumenta-salarios=f627469
http://economico.sapo.pt/noticias/socrates-lamenta-novas-excepcoes-aos-cortes-nos-acores_109848.html
http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/PM+vai+esperar+por+inquerito+para+tomar+posicao+sobre+problemas+nas+presidenciais+em+directo.htm
http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/tc+revela+que+carreiras+da+transtejo+sao+deficitarias+e+recomenda+fusao+com+soflusa.htm
1 de Janeiro de 2011
Viva o Optimismo!
Como ano novo à porta, decidi deixar-vos este texto de ânimo. Possuí várias dicas para sermos mais optimistas e levarmos uma vida melhor. Não deixem de ler e de as pôr em prática. Feliz 2011!
O optimista «é aquele que, em Portugal, vai contra a cultura do desânimo e da crítica», o que «olha para o futuro, mais do que para o passado» e que «nunca esquece que tem nas mãos uma parte central do seu próprio futuro e do dos seus educandos» e que «sabe que os insucessos podem ser experiências de aprendizagem óptimas».
O educador optimista é ainda aquele que «gosta de si, se aprecia e se auto-elogia», mas que sabe que «as melhorias têm de começar em si próprio». É o que «sabe comunicar com eficácia, ouvindo-se interiormente e ouvindo mais do que falando, respeitando mais do que impondo» e o que transforma «problemas em desafios e limitações em que energia geradora de soluções.» Mesmo que não acredite plenamente no êxito destas atitudes, não custa nada experimentar…
Como educar as crianças para o optimismo numa época em que há cada vez mais razões para ser pessimista? Em primeiro lugar, é preciso ser-se um bom exemplo. Não lançar as mãos à cabeça, desesperado, à mínima contrariedade, não maldizer a vida sempre que surgem problemas, nem se autoproclamar a pessoa mais infeliz do mundo se as coisas não lhe correm como desejava. As crianças estão permanentemente atentas aos comportamentos dos adultos, aprendem com eles e reproduzem-nos na primeira oportunidade.
Em vez de exprimir os seus pensamentos negativos, habitue-se a ver o mundo de uma forma positiva. Quase sempre, há várias hipóteses de resolver um problema. Analise-as com calma e actue em conformidade, em vez de desmoralizar à primeira. Se se interrogar, perante uma situação difícil: «Qual é a pior coisa que pode acontecer?» verá que, quase sempre, são situações com as quais é possível lidar e que só prejudicou dramatizá-las.
Estas são, pelo menos, algumas das sugestões de um grupo de psicólogos formado por Helena Marujo, Luís Miguel Neto e Maria de Fátima Perloiro que estudaram a questão e publicaram um livro intitulado “Educar para o Optimismo”. Um conjunto de ideias dirigidas, sobretudo, a pais e educadores para que melhorem a sua qualidade de vida e a dos seus educandos, já que, como diz Helena Marujo, «com optimismo é mais fácil e mais agradável viver».
Nas palavras de Clara Pinto Correia, autora do livro «Manifesto para o Optimismo em Portugal», «o optimismo é ouvir a música que está do outro lado do ruído de fundo». Para se conseguir este novo olhar sobre a vida, há uma lista de direitos a respeitar: «Rir mais, ser menos prisioneiro dos seus problemas, ter sempre coisas boas na vida; ter tempo para olhar para dentro; experimentar prazer e bem-estar; sonhar e acreditar no sonho; deixar de ser refém do seu passado; saber que os outros continuam a acreditar em si mesmo quando falha; ouvir menos queixumes e lamentações; escutar coisas boas, bonitas, positivas sobre si próprio e sobre o mundo; pensar segundo aquilo em que acredita sem condicionalismos e influências; chegar um dia a ser o que queria ser quando fosse grande».
O optimismo, como a generalidade das atitudes, contagia-se. É isso que os educadores devem, em primeiro lugar, saber. É uma maneira de estar que se aprende e se educa. Françoise Dolito, médica psicanalista francesa, dizia que a educação é, sobretudo, «uma questão de segurança ou de insegurança. É o que permite ao dinamismo da criança exprimir-se ou, pelo contrário, o que o paralisa». Tudo se define de pequenino.
É por isso que, como afirma Helena Marujo, é tão importante «treinar os pais para transmitir comunicação pela positiva. Se uma criança parte ou estraga um brinquedo ou um outro objecto, o mais habitual é que os pais se zanguem e a “ataquem” com frases do tipo: «És um desastrado! Agora já não há nada a fazer. Estragas tudo!» Em vez disso, deveriam ajudá-la a pensar imediatamente na melhor forma de resolver o problema. Por exemplo, recorrer ao mealheiro para comprar outro brinquedo, pedir a semanada adiantada, pedir desculpa, etc. «Tudo se resolve», «Não há problema», «Tu és capaz» são frases que se deviam dizer com muito mais frequência, diz Helena Marujo.
«O problema dos pessimistas é que, em vez de agirem, ficam paralisados, agarrados, à negatividade», afirma. Na sua opinião, o que lhes falta aprender é que «os insucessos têm de ser vividos como experiências de aprendizagem». Preocupados com a ameaça de que tudo lhes correrá mal, os pessimistas muitas vezes não reparam na quantidade de coisas bonitas que se passam à sua volta durante o dia e vão, assim, perdendo oportunidades fantásticas.
Na comunicação verbal com os mais pequenos, há uma tendência para utilizar expressões que se traduzem por obrigação, ameaça ou moralização. Tu tens que…, Não há discussões, Cala-te!, Ou te portas bem ou então…, É teu dever, É suposto que tu, são algumas das frases que são dirigidas todos os dias às crianças. São palavras-veneno, no entender dos psicólogos Helena Marujo, Luís Miguel Neto e Fátima Perloiro. Eles notam que educar não é fazer sofrer nem denegrir, mas puxar pela excelência que há em cada um.
Em substituição às palavras de crítica e de censura, sugerem que se empreguem outras que têm a força de «vitaminas verbais». Não há que ter medo de as gastar. Se não temos medo da influência das palavras negativas e de desalento, por que havemos de recear os efeitos das realmente positivas? Como exemplo, referem alguns adjectivos positivos que podem ser transformados em adjectivos energéticos e superlativos. Em vez de dizer está bem, diga está óptimo! Substitua médio por melhor do que o costume, fantástico por absolutamente fabuloso. Os educandos e o seu trabalho não se estragam com frases de intenso apoio nem nós próprios nos tornamos arrogantes e egocêntricos por nos elogiarmos com verdadeiro entusiasmo, asseguram estes psicólogos.
A hora em que os seus filhos regressam a casa depois de um dia de aulas é uma boa ocasião para colocar questões de uma forma que pode ser geradora de optimismo. Quando lhes perguntamos simplesmente como correu o dia, respondem, frequentemente, com a notícia de um acontecimento negativo, como «A professora mandou-me fazer outra vez os TPCs, porque não percebia nada da letra». Ou , de uma forma desmotivada «tudo bem» ou «nada».
A reacção será certamente diferente se a abordagem for outra. «Viva filhota! Então o que é que te aconteceu hoje de bom na escola?» ou «Fala-me das coisas mais giras do teu dia». Desta forma, estaremos a desafiá-la a procurar a memória das experiências positivas. No fundo, trata-se de confiar, acreditar que tudo vai correr bem. Esperar o melhor para obter o melhor. Esta é uma das principais atitudes do educador optimista.

